A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em parceria com o Instituto Serrapilheira e dezenas de entidades do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), enviaram um ofício conjunto aos dois candidatos que disputam o segundo turno da Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O documento traz dez perguntas estruturadas sobre áreas estratégicas para o futuro do país.
Contexto e temas abordados
O questionário entregue aos presidenciáveis é fruto de um extenso processo de escuta pública estruturado entre novembro de 2025 e maio de 2026, consolidado no documento temático intitulado “Vozes da Ciência — O Brasil que Queremos”. As indagações cobrem pilares vitais para o desenvolvimento nacional, tais como diretrizes para ciência e educação, inteligência artificial e soberania digital, sustentabilidade, clima e biodiversidade, além de transição energética, saúde pública por meio do SUS e combate à desinformação.
Segundo as instituições científicas, a iniciativa busca assegurar que temas de longo prazo integrem de forma prioritária o debate eleitoral do segundo turno, permitindo que o eleitorado analise e compare com profundidade as propostas de cada concorrente para o comando do Palácio do Planalto. Ambas as campanhas receberam exatamente o mesmo questionário, com prazos idênticos e garantias de igualdade no espaço de divulgação das respostas.
Prazos e desdobramentos
O prazo limite fixado pelas entidades para o recebimento formal das respostas das campanhas é o dia 15 de outubro de 2026, às 12 horas. O material enviado integralmente pelos candidatos será divulgado sem cortes, resumos ou edições na plataforma do Observatório das Eleições 2026, garantindo transparência total ao processo.
A cobrança por clareza programática ocorre em um momento em que analistas e organismos internacionais apontam desafios estruturais para a economia e a produtividade brasileira, a exemplo de discussões fiscais e metas de investimento em inovação. A comunidade acadêmica reforça que o engajamento dos postulantes ao cargo máximo do Executivo federal é indispensável para balizar políticas públicas eficientes nos próximos anos.
Agência Brasil e entidades científicas








