Bombas de abastecimento em posto de combustíveis no Brasil

Governo prorroga desoneração de combustíveis por 30 dias para conter repasse de alta externa

Executivo federal estende desoneração de combustíveis para amortecer choque externo de preços e conter pressões inflacionárias na reta final de outubro.

O governo federal anunciou a edição de um novo decreto que prorroga por mais 30 dias a desoneração de tributos federais sobre a gasolina e o etanol, além de ampliar as subvenções destinadas aos combustíveis. A decisão, formalizada após o término da vigência das regras anteriores, busca amortecer o repasse de choques externos provocados pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional.

Com a medida, as alíquotas federais incidentes sobre a importação e a comercialização interna da gasolina — que englobam o PIS/Pasep, a Cofins e a Cide-Combustíveis — permanecem zeradas. O benefício tributário aplicado ao litro do combustível foi ajustado para refletir o patamar anterior, visando proteger os consumidores domésticos de variações abruptas associadas ao cenário geopolítico global e às margens de refino.

Impacto nos biocombustíveis e nas cadeias produtivas

Além da gasolina, a desoneração do etanol hidratado combustível foi estendida pelo mesmo período, mantendo a alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins para preservar a competitividade do biocombustível no mercado interno. Para contrabalançar a diferença tributária gerada pela zeragem de impostos da gasolina, o governo também elevou a subvenção econômica paga aos produtores e cooperativas de etanol.

No caso do diesel importado, o pacote prevê incentivos adicionais por litro para assegurar a estabilidade no abastecimento nacional, diante da persistência de gargalos nas rotas de escoamento marítimo internacional. Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o custo fiscal somado das medidas ao longo do período de vigência é absorvido por mecanismos de compensação previstos no orçamento e em receitas decorrentes de ativos petrolíferos.

Contexto econômico e inflacionário

A prorrogação dos subsídios e cortes temporários ocorre em um momento de atenciosa monitoria da inflação por parte de analistas de mercado e autoridades monetárias. Com o IPCA pressionado em componentes sensíveis como energia e transportes, o controle dos preços dos combustíveis funciona como um amortecedor de curto prazo para evitar efeitos em cascata sobre a cadeia de bens e serviços.

Especialistas apontam que, embora a desoneração alivie o orçamento das famílias e reduza pressões imediatas sobre o índice de preços, a medida impõe desafios adicionais à gestão fiscal de médio prazo, exigindo monitoramento constante da arrecadação e do comportamento das cotações internacionais da commodity energética.

Portal Gov.br / Agências de Notícias

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Redação Portal em Dia

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