O Brasil consolidou a segunda colocação entre as economias da América Latina e do Caribe no Índice Global de Inovação (IGI) 2026, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) . O país ficou atrás apenas do Chile e manteve a condição de único na região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento socioeconômico pelo sexto ano consecutivo .
Na classificação global, que abrange 139 nações, o Brasil ocupa atualmente o 53º lugar . O levantamento internacional avalia cerca de 80 indicadores multidimensionais, divididos entre insumos de inovação — como infraestrutura, instituições e capital humano — e resultados criativos, tecnológicos e de conhecimento .
Destaques em ativos intangíveis e resultados de inovação
De acordo com o relatório da OMPI, o desempenho brasileiro sobressai especialmente nos indicadores de resultados de inovação, nos quais o país figura na 50ª posição global . O estudo aponta pontos fortes associados ao tamanho do mercado interno, à capacidade científica e à geração de ativos intangíveis .
Especialistas e entidades setoriais apontam que a expansão de infraestruturas digitais avançadas, como o crescimento expressivo na capacidade instalada de centros de dados e o avanço da computação em nuvem, tem servido de base para impulsionar a competitividade tecnológica nacional.
Gargalos na cooperação entre universidade e setor produtivo
Apesar do reconhecimento no cenário regional, o relatório da OMPI chama atenção para desafios estruturais que limitam a conversão de conhecimento em produtividade em larga escala . Entre os pontos críticos citados estão a baixa pontuação do Brasil em quesitos relacionados à colaboração em pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre universidades e o setor empresarial, indicador em que o país aparece na 90ª posição global .
Por outro lado, o investimento em P&D realizado diretamente pelo setor privado demonstra maior dinamismo, ocupando o 36º lugar no ranking internacional . Representantes da indústria avaliam que a consolidação de políticas de incentivo à inovação e a segurança regulatória são fundamentais para transpor esses entraves e ampliar a eficácia da transformação digital no ambiente produtivo brasileiro.
Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI)





