O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ampliaram os recursos destinados à segunda rodada da chamada pública Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, elevando o montante total para R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis. O aporte adicional de R$ 150 milhões, anunciado em outubro de 2026, fortalece a estratégia de apoio a empresas de todos os portes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A iniciativa tem como propósito central fomentar 114 projetos inovadores com risco tecnológico que apresentem impacto direto no desenvolvimento regional e relevância social. Dados divulgados pela pasta indicam que a distribuição inicial dos recursos priorizou micro e pequenas empresas, evidenciando o alcance do edital junto a negócios com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Redução de assimetrias regionais e foco produtivo
Segundo a direção da Finep, a subvenção econômica cumpre o papel essencial de atenuar assimetrias históricas no ecossistema nacional de inovação. Ao compartilhar o risco do desenvolvimento tecnológico com o setor privado, o Estado estimula que o conhecimento acadêmico e científico seja convertido em produtos, processos e serviços de alto valor agregado no mercado interno.
O arranjo financeiro da chamada distribui os aportes de forma a contemplar especificidades territoriais, destinando R$ 150 milhões para o Nordeste, R$ 100 milhões para o Centro-Oeste e R$ 50 milhões para a região Norte em sua base inicial, montantes que agora são impulsionados pelo reforço orçamentário.
Desafios estruturais na agenda digital brasileira
A expansão dos investimentos públicos em tecnologia ocorre em um momento em que análises econômicas e institucionais apontam tanto avanços quanto gargalos na produtividade do país. Embora estudos recentes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) coloquem o Brasil na segunda posição em inovação na América Latina, especialistas e entidades industriais reiteram a necessidade de estreitar a cooperação entre centros de pesquisa, universidades e o setor corporativo.
A agenda de transformação digital e o investimento em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) corporativo são tratados por analistas como pilares indispensáveis para assegurar a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro a longo prazo, mitigando vulnerabilidades em cadeias produtivas globais.
Agência Brasil / Portal Gov.br








