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Setor turístico brasileiro registra receitas históricas e alta no fluxo de visitantes estrangeiros entre janeiro e agosto, com destaque para a aviação e expansão de mercados como o chinês.
O setor de turismo no Brasil registrou um desempenho expressivo nos primeiros oito meses de 2026, consolidando marcas históricas tanto no fluxo de visitantes estrangeiros quanto na injeção de divisas na economia nacional (1.2.8). De acordo com levantamentos divulgados pelo Ministério do Turismo com base em dados do Banco Central, os turistas internacionais deixaram US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 38,7 bilhões) no país entre janeiro e agosto (1.2.8). O montante representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior (1.2.3).
O volume de viajantes que desembarcaram no país no período também reforça a retomada e expansão da atividade turística. Entre janeiro e agosto, o Brasil contabilizou 6.451.257 chegadas de turistas internacionais (1.2.1). Somente no mês de agosto, foram 576.276 visitantes estrangeiros, o maior resultado já registrado para o mês em toda a série histórica iniciada em 2009 (1.2.8), gerando uma receita mensal de US$ 932 milhões (1.2.7).
Especialistas e autoridades do setor apontam que o crescimento da receita acompanha uma estratégia voltada não apenas para o volume de entradas, mas para a qualificação da experiência do visitante, priorizando estadias mais longas e maior capilaridade de destinos (1.2.2). A conectividade aérea internacional tem desempenhado papel central nesse processo, facilitando o acesso direto a diferentes regiões brasileiras sem a obrigatoriedade de conexões complexas.
Embora a Argentina mantenha liderança absoluta como principal mercado emissor de turistas para o Brasil — somando mais de 2,2 milhões de visitantes no acumulado do ano —, outros mercados têm apresentado expansão notável (1.2.3). Um dos destaques apontados pela Embratur é o mercado chinês, que registrou mais de 113 mil chegadas ao longo de oito meses, um salto superior a 73% na comparação com o ano anterior (1.2.3), impulsionado por agendas bilaterais e ações de promoção cultural e comercial.
A circulação contínua dessas divisas repercute diretamente em diversos elos da cadeia de serviços, beneficiando hotéis, companhias aéreas, agências de viagens, o setor de gastronomia, o comércio varejista e os transportes terrestres (1.2.3). A movimentação financeira gerada por turistas estrangeiros fortalece a geração de empregos formais e estimula novos aportes de investimentos privados em infraestrutura turística (1.2.3).
Paralelamente ao turismo receptivo internacional, o mercado doméstico também apresenta índices robustos de circulação, impulsionado pelo calendário de feriados prolongados e por uma maior busca por ecoturismo e turismo de experiência em biomas como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal (1.1.4, 1.2.8). Para o restante do segundo semestre e a preparação para a alta temporada de verão, o setor mantém expectativas otimistas de consolidação dos indicadores econômicos positivos.
Ministério do Turismo / Banco Central / Embratur