A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou nesta quinta-feira (15) os dados atualizados do Prisma Fiscal, indicando uma revisão para cima na mediana das projeções do mercado para o déficit primário do Governo Central em 2026. A estimativa passou de R$ 52,271 bilhões, calculada no mês anterior, para R$ 53,048 bilhões.
O levantamento periódico reúne as expectativas de consultorias, instituições financeiras e centros de pesquisa econômica, servindo como termômetro para a condução da política fiscal do país. De acordo com o relatório oficial, a mediana das projeções para a arrecadação das receitas federais em 2026 registrou leve alta, passando de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões.
Comportamento das despesas e da Dívida Bruta
Enquanto as receitas e o resultado primário passam por reavaliações, a mediana das projeções para a despesa total do Governo Central em 2026 manteve-se estável em patamares avaliados pelo corpo técnico, consolidando-se em R$ 2,625 trilhões. No entanto, o cenário para o endividamento público continua sob os holofotes de analistas econômicos e agências de classificação de risco.
A estimativa para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) sofreu alteração na margem, avançando de 83,2% para 83,4% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2026. Especialistas apontam que a trajetória da dívida pública permanece como um dos principais desafios macroeconômicos, pressionada tanto pelos custos de captação quanto pelo ritmo de crescimento da atividade econômica.
Projeções para 2027
Para o ano seguinte, em 2027, o panorama fiscal monitorado pelo Ministério da Fazenda apresentou ajustes em direções distintas. A estimativa de déficit primário para o período recuou de R$ 45,350 bilhões para R$ 44 bilhões. Em contrapartida, a expectativa de arrecadação das receitas federais para 2027 subiu de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões, indicando expectativas de maior dinamismo na arrecadação tributária no médio prazo.
O comportamento fiscal brasileiro segue sendo avaliado de perto por organismos multilaterais e agentes de mercado, em um contexto em que o controle dos gastos públicos e o cumprimento das metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal continuam no centro do debate econômico nacional.
Secretaria de Política Econômica / Ministério da Fazenda






