O Ministério dos Transportes lançou oficialmente um programa estratégico voltado a recolocar em operação aproximadamente 10 mil quilômetros de ferrovias que atualmente encontram-se ociosas ou em processo de devolução no país. A iniciativa foi detalhada a potenciais operadores, fundos de investimento e empresários em evento realizado na B3, em São Paulo.
Como vai funcionar o modelo de reativação
O plano prevê a oferta de trechos ferroviários inativos por meio de contratos de concessão de longo prazo, estipulados em até 99 anos. O escopo abrange ramais e lotes de malhas importantes, incluindo porções associadas à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) — operada pela VLI —, à Malha Sul da Rumo e à Transnordestina.
Pelas regras estabelecidas pela pasta, a empresa vencedora do processo de licitação de cada trecho terá o prazo inicial de até dois anos para apresentar um Plano de Requalificação da Malha (PREC). O documento detalha o montante de aportes necessários, os cronogramas de obras de engenharia e as diretrizes operacionais para reatar a movimentação de cargas nos corredores logísticos.
Financiamento e impacto na infraestrutura
De acordo com o governo federal, os projetos de revitalização poderão ser financiados inteiramente com capital privado ou contar com suporte financeiro do orçamento público, dependendo da viabilidade econômica de cada traçado. A estratégia busca reduzir os custos de transporte de commodities e produtos industriais, ampliando a competitividade da economia brasileira e desafogando rodovias federais e estaduais.
Especialistas em infraestrutura apontam que a expansão da matriz ferroviária é um dos principais gargalos para o escoamento da produção agrícola e mineral. No entanto, ressaltam que o sucesso da empreitada dependerá da segurança jurídica dos contratos e da capacidade de atrair investimentos sólidos em um cenário macroeconômico global marcado por taxas de juros restritivas.
Agência de Notícias / Via Trolebus








