O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram um reforço financeiro expressivo para a segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica. Com um acréscimo de R$ 150 milhões, o montante total destinado a apoiar projetos inovadores e de risco tecnológico em empresas de todas as portes passou a ser de R$ 450 milhões.
A iniciativa tem como foco principal o fortalecimento do ecossistema de desenvolvimento tecnológico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, buscando mitigar assimetrias históricas na distribuição de investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país. Do valor global atualizado, a região Nordeste concentra a maior fatia, com R$ 150 milhões, seguida pela região Centro-Oeste, com R$ 100 milhões, e pela região Norte, com R$ 50 milhões, além de complementações estratégicas estipuladas pelo edital.
Impacto direto em micro e pequenas empresas
Segundo os dados oficiais divulgados pelo MCTI, a distribuição inicial dos projetos aprovados demonstra forte capilaridade junto ao setor empresarial de menor porte. Cerca de 75% das iniciativas contempladas na primeira fase pertencem a microempresas — que faturam abaixo de R$ 1 million — e a empresas de pequeno porte, cuja receita bruta anual varia de R$ 1 milhão até R$ 4,8 milhões.
O modelo de subvenção econômica opera por meio de recursos não reembolsáveis, o que significa que o Estado assume parte do risco inerente ao desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de alto valor agregado. Para especialistas em inovação e gestão pública, essa modalidade de fomento funciona como um catalisador para negócios regionais que frequentemente encontram barreiras de crédito no setor financeiro tradicional para arcar com os custos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).
Redução de assimetrias regionais
Durante o anúncio da expansão dos recursos, o comando da Finep ressaltou que a medida faz parte de uma estratégia de longo prazo para integrar os parques tecnológicos estaduais às cadeias produtivas nacionais mais competitivas. O compartilhamento do risco tecnológico com o setor privado estimula a criação de empregos qualificados e retém talentos locais em estados fora do eixo econômico tradicional do Sul e Sudeste.
As empresas selecionadas no edital deverão aplicar os aportes em linhas focadas na transformação digital, sustentabilidade, transição energética e soluções voltadas para demandas sociais específicas de suas respectivas regiões. O acompanhamento dos cronogramas e a liberação das etapas subsequentes dos recursos ocorrem de forma gradual, sob fiscalização técnica dos órgãos federais competentes.
Agência Brasil








