A tecnologia consolidou-se como um dos pilares mais dinâmicos e resilientes para o crescimento das empresas no Brasil. Dados divulgados recentemente apontam que 87% dos empresários brasileiros planejam ampliar os investimentos na área, situando o país 19 pontos percentuais acima da média global, que se manteve em 68%. O indicador reforça uma tendência de longo prazo que transforma a digitalização em um componente estrutural das corporações nacionais.
A análise, baseada em séries históricas de relatórios internacionais de negócios, demonstra que a preferência por aportes em inovação, pesquisa, desenvolvimento e capacitação técnica deixou de ser reflexo de ciclos passageiros de modernização. Entre 2024 e 2026, a intenção de investir em tecnologia no mercado interno permaneceu consistentemente em patamares elevados, próximos a 86% em média, evidenciando que executivos e lideranças corporativas reconhecem a relação direta entre maturidade digital, produtividade e competitividade econômica.
Transformação Estrutural e Desafios de Governança
Apesar do otimismo e da forte predisposição para a expansão tecnológica, especialistas apontam que o principal desafio atual das organizações não reside apenas no volume de recursos alocados, mas na eficiência da implementação. Projetos associados à inteligência artificial, automação avançada e infraestrutura em nuvem exigem governança rigorosa para evitar falhas operacionais e garantir o retorno financeiro esperado.
A necessidade de conectar investimentos robustos a resultados transparentes tornou-se prioridade nos conselhos administrativos. Com a evolução das demandas de mercado e a adaptação a um cenário macroeconômico marcado por taxas de juros em transição e busca por diversificação de portfólios, as empresas brasileiras intensificam a busca por soluções que otimizem processos internos e reduzam custos operacionais a médio e longo prazo.
Impacto no Ecossistema de Negócios
O avanço dos aportes em tecnologia reverbera em múltiplos setores, desde o sistema financeiro — que amplia gastos com infraestrutura digital e segurança da informação — até a indústria e o comércio, que buscam se adaptar às novas exigências de consumo e produtividade. A continuidade desse ritmo de investimentos posiciona o Brasil em destaque no cenário regional, servindo como base para que o setor privado reforce sua capacidade de adaptação frente a transformações globais.
Grant Thornton / Redes de Notícias Corporativas








