Pesquisadores em laboratório científico no Brasil debatendo políticas de inovação

Entidades científicas cobram compromissos de presidenciáveis em dez áreas estratégicas no segundo turno

Comunidade científica envia dez perguntas estruturadas a Lula e Flávio Bolsonaro, exigindo diretrizes fundamentadas em evidências para o segundo turno das Eleições 2026.

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em conjunto com o Instituto Serrapilheira e dezenas de entidades do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), formalizaram o envio de um questionário detalhado aos dois candidatos que disputam o segundo turno da Presidência da República nas Eleições 2026: Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

O documento, que integra a segunda fase da iniciativa denominada Observatório das Eleições 2026, traz dez questões centrais voltadas a alinhar as diretrizes de governo a políticas públicas baseadas em evidências científicas. O prazo estabelecido pelas entidades para o recebimento das respostas de ambas as campanhas encerra-se às 12h do dia 15 de outubro de 2026.

Eixos prioritários e o futuro da agenda tecnológica

As perguntas formuladas por pesquisadores e especialistas de diversas regiões do país cobrem um leque abrangente de áreas estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Entre os temas de maior destaque estão a soberania digital e os impactos da inteligência artificial, as diretrizes para o enfrentamento da crise climática e a preservação de biomas, além dos rumos da educação básica e superior e a sustentabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a presidência da SBPC, o intuito da mobilização é transitar dos termos gerais de compromisso firmados no primeiro turno para respostas pragmáticas e verificáveis. Todo o conteúdo enviado pelas assessorias dos candidatos será publicado integralmente, sem cortes ou edições, na plataforma pública do observatório, permitindo o escrutínio direto pelo eleitorado antes da votação marcada para 25 de outubro.

Monitoramento contínuo da gestão pública

Além do questionário enviado aos presidenciáveis, a articulação científica prevê a consolidação das propostas em um painel público de monitoramento contínuo. Esse mecanismo visa acompanhar de perto o cumprimento das metas assumidas pelo candidato que vencer o pleito ao longo do mandato presidencial até 2030, cobrando transparência e rigor técnico na execução orçamentária dos ministérios ligados à inovação, à educação e ao meio ambiente.

As entidades reforçam que o avanço sustentável do país depende de investimentos contínuos em pesquisa e da valorização das instituições de ensino, fatores considerados indispensáveis para mitigar desigualdades regionais e reposicionar o Brasil de forma competitiva na geopolítica global.

Agência Brasil / SBPC

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